Sinopse
Ace Combat: Assault Horizon Legacy: Análise
03/01/2012, em Análises , por Vitor Braz
Com Ace Combat: Assault Horizon a Namco Bandai mostrou que a sua série continua em boa forma, apesar de este episódio não ter reunido consenso. Enquanto uns se deliciavam com a ação vertiginosa capaz de induzir vómitos aos jogadores mais sensíveis e a agradável introdução de helicópteros, outros criticavam o estilo demasiado cinematográfico, a história cliché e o uso exagerado de scripts. No final, as qualidades superaram os problemas e Assault Horizon acabou por ser bem recebido.
A descolagem da série na 3DS pode ter um nome semelhante ao episódio lançado para PS3 e Xbox 360 em Outubro, mas na prática Ace Combat: Assault Horizon Legacy busca inspiração não só nesse título mas igualmente nos primeiros jogos da série, particularmente em Ace Combat 2. A história regressa a um contexto e territórios fictícios que agora já não conseguem ter em nós a mesma força que tiveram locais como Dubai, Paris ou Miami em Assault Horizon. Mas não é aí que reside o apelo de um Ace Combat e sim na capacidade de nos colar ao ecrã com manobras arriscadas a muitos pés de altitude.
Piloto automático
Embora a série não prime pelo aspeto simulador, a orientação arcade é ainda mais vincada em Assault Horizon Legacy, com aviões extremamente fáceis de controlar e dogfights que podem ser emocionantes, mas onde a linha entre jogador e espetador é algo ténue. Esperar que uma barra encha e carregar num botão é uma das estratégias mais usadas no jogo para nos colarmos a inimigos e os despacharmos sem complicações. Algo semelhante se passa para evitar mísseis, premindo um botão e a direção indicada. Os combates ganham um pouco mais de emoção quando defrontamos os bosses. Apreciadores de momentos espetaculares irão gostar, mas quem procure jogabilidade que não seja à base destes atalhos poderá sair algo desiludido. Na verdade, esta orientação já tinha sido escolhida para a versão das consolas de salão, pelo que irá novamente dividir os fãs.
A Namco Bandai tentou incutir alguma variedade à campanha de Assault Horizon Legacy, com combates de noite sem a ajuda de radar, mísseis a destruir ou barcos a afundar, mas o essencial da ação continua a ser o combate entre aviões e as demais missões não trazem aquele sal que o jogo necessitava. A possibilidade de ter um companheiro controlado pela consola é mais entusiasmante no papel do que na prática, dada a sua limitada eficácia. Adquirir novos aviões entre a simpática trintena e personalizá-los com várias peças traz algum conteúdo extra ao jogo, mas a curta duração da campanha, com as suas quatro ou cinco horas, é demasiado contraída mesmo para um jogo de portátil. O modo Challenge poderá acrescentar mais algumas horas de jogo, mas repetir as missões da campanha não é propriamente o maior incentivo para voltar a entrar no cockpit.
O maior problema de Assault Horizon Legacy reside na completa ausência de um modo multijogador. Com o potencial da 3DS e a banalização do multijogador – admita-se, muitas das vezes apenas como um bullet point obrigatório na lista de features do jogo e não por qualquer ideia interessante – esta lacuna acaba por ser uma parcial desilusão.
Visualmente este é um jogo muito correto, sem deslumbrar, e que faz bom uso da 3D, particularmente impressionante na visão do cockpit. Os aviões estão bem recriados e o ambiente ganha com alguns efeitos meteorológicos. Apenas quando nos aproximamos do solo é que começamos a notar as juntas do cenário, com uma pixelização pronunciada. A banda sonora é excelente e eclética, composta pelo experiente Go Shiina, com faixas que vão desde o eletrónico ao hard rock, entre outros estilos.
Ace Combat: Assault Horizon Legacy é um bom episódio que fica aquém de todo o seu visível potencial. Embora os combates sejam frenéticos e emocionantes, a diversidade não é a melhor e a ausência de multijogador acaba por penalizar ainda mais a curtíssima campanha. Vale a pena levantar voo com estes aviões mas lamenta-se que a viagem não seja tão longa ou rica como se desejaria.
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| Gráficos: 7 | Som: 8 | Jogabilidade: 6 | Pontuação Final: 7/10 |
Jornalista que foi um dos fundadores do portal PTGamers (Março de 1999) e o qual elevou ao estatuto de melhor portal nacional de videojogos. Ao longo de mais de uma década acompanhou de perto a indústria dos videojogos. Fundador do portal PlanetaJogos.pt, que pretende ser uma nova referência no seu campo.















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