Sinopse
Ben 10 Galactic Racing: Análise
08/12/2011, em Análises , por Vitor Braz
Ben 10 é uma famosa personagem da série da Cartoon Network com o mesmo nome e muito apreciada pelos mais jovens, com o seu cabelo à Justin Bieber e sobretudo a sua capacidade para se transformar em várias criaturas alienígenas. Daqui até termos um jogo de corridas inspirado em Mario Kart ainda vai uma longa distância, mas isso não impediu a D3 Publisher de tentar a sua sorte. O elenco e tema da série até pode ter potencial para algumas corridas divertidas, mas a realização não o concretizou.
O modo principal não se dá ao trabalho de desenvolver uma história, apresentando apenas um pretexto para várias corridas, com diálogos algo monótonos que apresentam a competição e os diversos planetas. A partir daqui, com a gordura retirada, temos apenas corridas derivativas e sem grandes elementos que tornem Ben 10 Galactic Racing num jogo de relevo.
No espaço, ninguém te ouve amaldiçoar os controlos
Ben 10 Galactic Racing conta com 15 personagens, nomeadamente Ben 10, Kevin Levin e 13 alienígenas, com cada qual a poder optar por um kart leve ou pesado. Apesar da escolha, as sensações na pista não oferecem grandes diferenças e a jogabilidade, componente crucial, é pouco inspirada.
A velocidade que os karts atingem nunca chega a ser convincente, algo que aliado aos controlos medíocres resulta numa maneabilidade inconsistente. O ângulo de viragem dos karts parece demasiado limitado, com a utilização do drift a ser ainda pior. Esta técnica é precedida de um ligeiro salto do kart (perceba-se lá porquê) que acaba por nos custar precioso tempo na curva, acabando muitas vezes por nos atirar para o abismo. Com uma condução onde os karts não parecem aderir às pistas, mas sim flutuar sobre estas, os controlos não conseguem comunicar uma sensibilidade agradável.
E é pena, porque apesar de nada original, Ben 10 Galactic Racing conta com os requisitos mínimos para um bom jogo de karts. As pistas têm as suas reviravoltas e atalhos (apesar da visibilidade ser péssima em algumas delas), existem setas para boosts de velocidade e power-ups aleatórios. Acrobacias durante os saltos e drifts preenchem barras que nos conferem um poder ofensivo ou defensivo (que em média apenas se consegue usar uma ou duas vezes por circuito, algo que nos parece uma má opção) e as corridas são suficientemente caóticas, nem sempre no bom sentido. No entanto, mesmo com o público-alvo mais jovem, estas corridas não são tão entusiasmantes como desejado para nos fazer percorrer as 25 pistas (que rapidamente repetem o ambiente) sem que a monotonia se instale.
Ben 10 Galactic Racing não inclui multijogador online, mas tenta compensar essa lacuna com o ecrã dividido, onde até quatro jogadores se podem defrontar.
Visualmente este é um jogo desinspirado onde nem mesmo as conhecidas personagens possuem grande brilhantismo. A primeira vez que pisamos o pódio serve para confirmar as suas limitações a nível de animação, impressão que já nos tinha ficado durante a corrida. As pistas vão do excessivamente colorido e confuso ao demasiado simples e vazio, normalmente com uma palete de cores que nunca parece acertar nos tons. A banda sonora também não oferece nenhuns momentos memoráveis, com as poucas frases cliché a repetirem-se regularmente durante uma corrida.
A ideia de um jogo de karts baseado numa famosa série de animação tem tudo para ser uma boa aposta, mas os mecanismos têm de estar afinados para que a força do jogo não se baseie apenas na vertente comercial. Ben 10 Galactic Racing poderá certamente fazer as delicias de alguns jogadores mais novos que o encontrarem no seu sapatinho, mas quem tiver olho crítico, seja criança ou adolescente, perceberá rapidamente que Ben 10 e amigos mereciam um jogo melhor, um jogo que não apenas se inspire na clássica série Mario Kart, mas que descubra o que a torna especial.
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| Gráficos: 4 | Som: 5 | Jogabilidade: 4 | Pontuação Final: 4/10 |
Jornalista que foi um dos fundadores do portal PTGamers (Março de 1999) e o qual elevou ao estatuto de melhor portal nacional de videojogos. Ao longo de mais de uma década acompanhou de perto a indústria dos videojogos. Fundador do portal PlanetaJogos.pt, que pretende ser uma nova referência no seu campo.

















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