Dead to Rights: Retribution: Antevisão
02/04/2010, em Antevisões , por Vitor Braz
Dead to Rights não ficou propriamente para a história. Série de acção relativamente banal da Namco que tinha um tal de Max Payne a fazer-lhe sombra – não que fosse esse o seu maior problema, tal a mediania do jogo –, seria de esperar que as aventuras de Jack Slate não passassem de umas discretas presenças no passado.
Mas eis que a Volatile Games surge em cena e vai tentar dar um novo fôlego à série, com Dead to Rights: Retribution. O seu cartão de visita não é propriamente o mais vistoso, dele constando o medíocre Reservoir Dogs, adaptação do clássico de Quentin Tarantino. Mas de licenças falhadas está o inferno cheio, e por isso mesmo vamos dar o benefício da dúvida a esta produtora.
O grande destaque deste jogo para Xbox 360 e PS3 é a forte relação entre Jack Slate e o seu cão, Shadow. Todo o fundo de Retribution continua ligado aos anteriores episódios da série, que é como quem diz que temos um jogo de acção na terceira pessoa onde o que interessa é avançar, disparar contra tudo o que se mexe, e passar à próxima secção. Não é propriamente ciência espacial, mas quem estiver interessado em Dead to Rights sabe o que tem à espera.
Slate possui uma panóplia de movimentos que o tornam num ágil lutador, sendo inclusive capaz de desarmar os vilões ou de os estrangular silenciosamente. Mas como bom discípulo de Max Payne, este é um jogo onde não poderia faltar o famoso bullet time. Esperem uma jogabilidade frenética, de alto grau de violência e com muita hemoglobina a pintar as cenas de luta.
Para sair um pouco da possível monotonia da acção – quando um jogo destes não introduz ideias novas e sucumbe a esse aspecto é muito mau sinal – a Volatile Games pegou num fiel e ignorado companheiro: Shadow. Longe de ser o mero acessório de anteriores jogos, aqui este canino tem o seu merecido destaque, não se limitando a morder vilões para Slate desferir o golpe final. Shadow ganhou em argúcia, sendo agora um verdadeiro cão policial, ao ponto de ser a estrela de fases de infiltração, como que um Sam Fisher em versão quatro patas, passe as diferenças. Como distracção da violência usual das restantes fases, estes podem ser interregnos muito bem-vindos, desde que devidamente distribuídos pela história.
O tom negro e caótico do ambiente não irá revolucionar nada, tendo sido visto centenas de vezes até hoje. Mas esse é o estilo que mais frequentemente é associado à violência extrema nos jogos, e por isso falta saber se Retribution vai ser um pequeno e divertido jogo sem mais, ou se terá algo capaz de nos surpreender pelo caminho. Para já, apostamos na primeira hipótese.

Jornalista que foi um dos fundadores do portal PTGamers (Março de 1999) e o qual elevou ao estatuto de melhor portal nacional de videojogos. Ao longo de mais de uma década acompanhou de perto a indústria dos videojogos. Fundador do portal PlanetaJogos.pt, que pretende ser uma nova referência no seu campo.











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