Sinopse
Medieval Moves: No Castelo Fantasma: Análise
28/12/2011, em Análises , por Vitor Braz
Embora Medieval Moves não fuja do padrão habitual dos jogos pensados com o comando Move em mente – nomeadamente um público-alvo maioritariamente jovem –, este jogo acaba por ser uma das boas surpresas para o período festivo.
Depois da estreia com Sports Champions, a Zindagi Games volta a usar o Move num universo completamente diferente, mas onde se notam réstias do título anterior. A aventura em tons medievais onde pululam esqueletos não deixa de testar a nossa destreza em desportos como o manuseamento da espada, o arco e flecha e o lançamento de estrelas. Este é o essencial de Medieval Moves, que começa precisamente com um prólogo onde testamos a nossa habilidade na espada. Mas este jogo tem algo na manga que acaba por amputar o seu potencial.
O meu reino pela liberdade de movimentos
Desde os primeiros segundos de jogo que percebemos que em Medieval Moves, o jovem príncipe Edmund se encontra on-rails, ou seja, não temos controlo sobre os seus movimentos, apenas sobre as suas ações como disparar ou usar um gancho para alcançar locais mais distantes. Imaginem um The House of the Dead na terceira pessoa e ficam com uma ideia do desenrolar deste jogo.
Com um ou dois PlayStation Move (um no nosso caso, e podendo escolher entre canhoto e dextro), iremos fazer os movimentos da espada, movendo o braço com toda a liberdade e observando uma boa reprodução no ecrã. Certos inimigos atacam-nos em vários pontos do corpo, pelo que o nosso escudo terá de ser colocado de forma a antecipar o local do embate, sendo uma proteção eficaz não só para os golpes de espada mas também para flechas e outros projéteis inimigos. Mas lamenta-se que a força que colocamos nos golpes não seja muito bem tomada em consideração, castigando-nos com um “muito fraco” quando sentimos que acabámos de desferir um ataque poderoso.
O arco e flecha é outra arma que é bem gerada, com um movimento a replicar o retirar de uma flecha do tubo e posteriormente apontamos para o alvo, soltando o gatilho para disparar. Podemos ainda fazer zoom, sendo tudo muito preciso e natural, mas o gesto é obviamente bem mais realista para quem tiver dois comandos Move. Iremos mais tarde poder atirar estrelas, ou shurikens, qual ninja medieval, sacando o objeto da cintura e atirando como vemos nos filmes. Aqui, atingir o alvo é mais complicado, visto ser mais uma questão de jeito e pontaria sem qualquer ajuda virtual.
Com tanto esqueleto a querer a pele (por assim dizer) do nosso jovem príncipe Edmund, também ele transformado em esqueleto e com a missão de recuperar o reino das mãos do temível feiticeiro Morgrimm, é obrigatório manter um olho na barra de energia. Em jeito pedagógico, Medieval Moves leva-nos a fazer o gesto de beber uma garrafa de leite para recuperar energia. Ao longo da aventura vamos fazer outros movimentos como o de manter o equilíbrio ou acender uma barra de dinamite.
Com esta parte das mecânicas bem afinada e uma constante e imediata alternância entre as várias armas, Medieval Moves é divertido, embora a sua linearidade não evite a instalação de uma certa monotonia. Os jogadores mais meticulosos irão procurar todos os bónus que cada nível esconde, sejam moedas, pergaminhos ou outros, mas esse é um artifício que serve para aumentar a curta duração da aventura a solo, cerca de cinco horas.
Três modos para dois jogadores irão prolongar a diversão online ou na mesma consola, colocando-nos a sobreviver o maior tempo possível (Invasion), a proteger o brasão do nosso reino (Royal Guard), ou a invocar almas para atacar o nosso inimigo (Cauldron Chaos).
Visualmente interessante, com um estilo cartoon simples mas eficaz e colorido, Medieval Moves consegue facilmente deliciar aos mais novos, mas sem chegar perto da qualidade gráfica de outros cartoons jogáveis como Ratchet & Clank. O ambiente sonoro é agradável e as vozes são a prova de que a Sony já domina perfeitamente a dobragem para português em jogos que envolvam personagens ao estilo das séries animadas.
No fim de contas, fica uma sensação algo hesitante, como se o verdadeiro potencial de Medieval Moves tivesse ficado por explorar. Se o uso do Move é um dos mais corretos e satisfatórios até à data, a limitação na exploração acaba por deixar-nos a pensar o que este jogo poderia ser caso nos oferecesse essa liberdade. Da maneira que se apresenta, Medieval Moves não deixa de ser uma boa surpresa, a preço reduzido, e recomendado para os mais novos.
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| Gráficos: 6 | Som: 7 | Jogabilidade: 7 | Pontuação Final: 7/10 |
Jornalista que foi um dos fundadores do portal PTGamers (Março de 1999) e o qual elevou ao estatuto de melhor portal nacional de videojogos. Ao longo de mais de uma década acompanhou de perto a indústria dos videojogos. Fundador do portal PlanetaJogos.pt, que pretende ser uma nova referência no seu campo.

















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28 Dez 2011, 4:48 pm
vi o jogo a correr e não está mau , principalmente porque está completamente em portugues, até as falas.