Sinopse
Move Mind Benders: Análise
21/01/2012, em Análises , por Vitor Braz
Move Mind Benders é mais uma coleção de jogos que já apareceram previamente na PS3, à maneira de After Hours Athletes, mas desta vez o elo que os une é o uso da massa cinzenta, a resolução de quebra-cabeças. O Move é indispensável para desfrutarmos destes três títulos – Tumble, Echochrome II e Lemmings –, mostrando o seu potencial nos dois primeiros mas provando igualmente que está longe de ser o ideal para um jogo como Lemmings, onde não há espaço ou tempo para erros.
Torres, sombras e roedores
Tumble foi um dos primeiros títulos para o comando de movimento Move e tinha tanto de demo tecnológica como de jogo com um conceito simples e, porque não, a roçar o genial. Misturando fontes de inspiração como o Jenga e Boom Blox, o jogador terá de resolver vários puzzles. Seja fazer uma pilha o mais alto possível (os blocos possuem diferentes caraterísticas e logo diferentes reações quando colocados uns em cima dos outros), usar minas para destruir uma torre ou colocar o máximo de blocos numa reduzida plataforma, Tumble oferece variações suficientes e um controlo afinado para nos motivar a superar as suas dezenas de níveis. Nervos de aço não são indispensáveis, mas irão ser uma ajuda essencial passado pouco tempo de jogo.
Echochrome II é outra raridade que todo o apreciador do género deveria experimentar. Esta sequela leva mais longe o conceito original de manipulação de luz e sombra, usando exclusivamente o Move e da melhor forma. É com este comando que a jogabilidade flui de forma natural, sendo a precisão um elemento essencial para superar os muitos e complicados desafios. O conceito aparentemente simples de guiar um manequim pelas sombras até à porta de saída rapidamente mostra toda a variedade em puzzles retorcidos e em três modos de jogo que prolongam a longevidade de maneira consequente. Um editor de níveis que podem ser partilhados online e a possibilidade de comparar pontuações com outros jogadores são aspetos que dão o toque final num jogo decididamente imprescindível.
Por fim, Lemmings, um clássico dos tempos do Commodore Amiga, acaba por ser a ovelha negra do conjunto. Tumble e Echochrome II contam com designs minimalistas mas ao mesmo tempo exemplares para o seu propósito, quase parecendo terem saído da mesma mente. Já Lemmings encaixaria melhor ao lado de jogos como Worms, dado o seu estilo cartoon colorido e em elevado contraste com os outros dois títulos de Move Mind Benders.
Lemmings dispensa apresentações, sendo um clássico dos videojogos, mas o seu renascimento para a PS3 em 2006 pela mão da Team 17 (precisamente o estúdio por trás de Worms) não foi o mais convincente. A ideia de conduzir estes roedores de cabelo verde até à saída parece não ser muito afastada de Echochrome II, mas a inclusão de um tempo limite impiedoso obriga a uma rapidez e precisão desconfortável, à qual nem o Move consegue corresponder da melhor forma.
Como pacote, Move Mind Benders conta com o habitual menu de seleção de jogos mas ignora a necessidade de uma opção para regressar, obrigando a sair do jogo caso queiramos mudar para outro.
O valor de Move Mind Benders depende inteiramente do desejo de ter este pacote na sua totalidade. Os títulos encontram-se disponíveis na PS Store, pelo que entre optar por um apenas ou pelos três é acima de tudo uma questão pessoal. E se Tumble e Echochrome II formam um par perfeito e merecem toda a atenção dos apreciadores de quebra-cabeças, Lemmings acaba por ser a carta fora deste baralho.
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| Gráficos: 6 | Som: 6 | Jogabilidade: 7 | Pontuação Final: 7/10 |
Jornalista que foi um dos fundadores do portal PTGamers (Março de 1999) e o qual elevou ao estatuto de melhor portal nacional de videojogos. Ao longo de mais de uma década acompanhou de perto a indústria dos videojogos. Fundador do portal PlanetaJogos.pt, que pretende ser uma nova referência no seu campo.














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