Nintendo 3DS: Ao vivo, a cores e em 3D
14/02/2011, em Especiais , por Vitor BrazA convite da Nintendo o PlanetaJogos.pt foi experimentar a novíssima e muito aguardada consola portátil, a Nintendo 3DS. Já sabemos que irá vender que nem pãezinhos quentes no Japão e em outros territórios, mas pudemos ver ao vivo e a cores – e em 3D – as funcionalidades que já foram anunciadas.
Por mais voltas que se dê, todos estarão mesmo curiosos é quanto ao desempenho 3D da consola. Como é óbvio, nem vídeos nem imagens conseguem reproduzir o efeito, pelo que só mesmo in loco é que pudemos constatar como é que os jogos são apresentados em 3D, sem necessidade de óculos especiais. E a verdade é que as promessas são mais do que reais, a profundidade do ecrã é realmente percetível e será uma mais-valia para muitos jogos, quando bem explorada. A qualidade e eficácia da 3D varia consoante o jogo, sendo um bom exemplo Super Street Fighter IV 3D Edition. A Capcom fez um trabalho notável neste departamento, incluindo mesmo uma câmara opcional over the shoulder que realça ainda mais os vários níveis do cenário.
Outros jogos usam a 3D de uma forma mais discreta, o que é natural, sendo uma tecnologia recente e que irá certamente dar azo a algumas novas ideias para videojogos. A 3DS inclui mesmo o slider para definir o nível de 3D ou mesmo desligá-lo completamente. De referir ainda que o descanso dos olhos, tantas vezes ignorado nas anteriores gerações – e nós sabemos do que falamos – torna-se aqui uma necessidade, visto que este efeito é mais exigente e logo mais cansativo. A própria Nintendo 3DS recomenda um descanso de dez minutos a cada meia hora de jogo.
Experimentámos também o editor de Miis, mais poderoso do que na Wii e através do qual podemos criar o nosso avatar muito facilmente. A hipótese mais atrativa é mesmo pela câmara da 3DS, com a nossa foto a dar origem a várias sugestões de Miis que podem depois ser afinados até chegarmos ao desejado resultado.
Integrado na consola está Face Raiders, um jogo em realidade aumentada que não é recomendável jogar nos transportes públicos, visto exigir o movimento do jogador para encontrar os inimigos. É uma tecnologia que já é conhecida dos telemóveis mas que a Nintendo visa apresentar neste simples tiro-neles e aprofundar com os cartões que oferecem experiências mais elaboradas. A partir daqui, os estúdios de desenvolvimento poderão criar ideias surpreendentes e envolventes.
O novo circle pad é confortável e uma introdução que abre novos horizontes para a consola. O novo estilete é retrátil e com um design bem mais atraente do que o das anteriores DS.
O ecrã de topo oferece uma resolução de 800×240 e isso nota-se, já que os jogos que pudemos experimentar apresentavam visuais realmente excelentes para uma portátil. É, a nosso ver, um grande salto em relação à DS, com gráficos que nos atrevemos a comparar com a Wii. O referido Street Fighter tem um aspecto espantoso, ajudado por animações extremamente fluidas. Kid Icarus: Uprising e The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D são muito coloridos e com um tom cartoon de qualidade, enquanto Resident Evil: The Mercenaries 3D Edition não fica em nada a dever ao modo extra que conhecemos de Resident Evil 4 – infelizmente, apesar da jogabilidade característica e de uma ou outra alteração (como os disparos na primeira pessoa), The Mercenaries 3D é apenas isso, um jogo de acção sem história ou algo que o apoie a longo prazo. A Capcom está a preparar outro Resident Evil para a 3DS, intitulado Revelations, que deverá conter mais “sumo” e um maior foco no survival horror.
Experimentámos ainda Pro Evolution Soccer 2011 3D, que nos pareceu uma versão competente do jogo da bola da Konami. Nintendogs + Cats leva a fofura dos animais virtuais a outro nível e Steel Diver surpreendeu-nos pelo seu estilo muito old school e exigência em termos de reflexos e micro-gestão. Um modo periscópio que utiliza a realidade aumentada é capaz de nos levar a dar muitas voltas na cadeira à procura dos barcos inimigos que devemos afundar.
Experimentámos ainda PilotWings Resort e pudemos assistir a um curto vídeo de Metal Gear Solid 3DS: Snake Eater, que nos deixou água na boca. Gráficos e efeitos 3D espantosos associados à reputação da Kojima Studios só poderiam levar a uma enorme expectativa.
Este primeiro ensaio foi encorajador. A 3DS é capaz de oferecer uma experiência 3D única sem necessidade de óculos especiais, mas é bem mais do que isso. As funcionalidades que traz, como o StreetPass, SpotPass e o Pedómetro parecem ser autênticos vícios e incentivos para andar com a consola para todo o lado, e ter toda a experiência embrulhada em gráficos francamente competentes deixa antever um futuro brilhante para a 3DS.
O lançamento é já a 25 de Março e estamos cada vez mais perto de conhecer os preços praticados no nosso país – que ficam à responsabilidade de cada loja.
Jornalista que foi um dos fundadores do portal PTGamers (Março de 1999) e o qual elevou ao estatuto de melhor portal nacional de videojogos. Ao longo de mais de uma década acompanhou de perto a indústria dos videojogos. Fundador do portal PlanetaJogos.pt, que pretende ser uma nova referência no seu campo.









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15 Fev 2011, 10:10 pm
Epah… Para mim o problema da portabilidade, é que tem que ser pequena… Para quando um monitor desdobrável? ;D
Enquanto isso, lá continua o senhor que só joga… Irei de definir uma alcunha: O “só joga”! ;D
16 Fev 2011, 9:58 am
Mas a 3DS é pequena, leva-se muito bem.
“Só joga” parece uma boa alcunha. “Só joga e não muito bem” também ficava a matar.
16 Fev 2011, 6:24 pm
Sim, a questão de ela ser pequena é o que custa a fronte das leis da física… Se ela fosse pequena e se desdobrasse num monitor de 20′ polegadas é que partia tudo! Isto sim, seria uma consola em termos! ;D
26 Fev 2011, 2:13 am
alguém me responde pf si u nintendo 3ds só funciona jogo 3d ou funciona jogo normal tb?
23 Mar 2011, 4:39 pm
Também é compatível com os jogos DS normais (penso que todos, mas assim de repente não tenho a certeza).