Sinopse
Os Sims 3: Mascotes: Análise
30/11/2011, em Análises , por Vitor Braz
A Electronic Arts continua a trilhar vários caminhos para animar a vida dos seus Sims, mesmo quando estes parecem deixar uma sensação de déjà-vu. Os Sims 3: Mascotes é um episódio stand-alone para as consolas dedicado aos nossos melhores amigos, com o grande trunfo de podermos encarnar os simpáticos animais e praticar todas as tropelias pelas quais são conhecidos.
Os animais não são novidade na série, mas é difícil resistir ao seu encanto, sobretudo sabendo que os possuidores de PS3 e Xbox 360 não têm a mesma sorte dos jogadores PC, onde as expansões e conteúdo para download abundam. Assim, nada melhor do que acolher cães e gatos e deixar que esta bicharada nos dê cabo dos sofás e restante mobília.
É o fim da bicharada
Esta versão para consolas limita as mascotes aos cães e gatos, deixando de fora os cavalos, exclusivos à expansão para PC. Mas os amantes de animais terão muito por onde escolher, sendo que um jogo Sims não é um verdadeiro Sims sem um editor extremamente avançado. Começar a jogar propriamente é tarefa que pode ser adiada por um bom par de horas ou mais, o tempo que levarmos a definir as nossas personagens e os seus animais de estimação, num máximo de seis membros. Se o primeiro editor já é um velho conhecido para os fãs da série (contando agora com a adição de alguns traços relativos ao relacionamento com os animais), o editor de animais surge com as suas inúmeras opções e várias dezenas de raças de gatos e cães.
Criar o nosso animal de sonho é simples mas tamanha escolha leva a algum tempo para percebermos todas as possibilidades. Começamos com a raça e depois passamos aos detalhes, seja o tamanho e tipo de pêlo, o seu padrão e cor, mesmo as suas dimensões, há muito por onde tentar. Por fim, escolhe-se os dois traços de personalidade (um no caso de ser um filhote), entre coisas como amigável, hiperativo e brincalhão.
A fase seguinte é puramente Sims – com o nosso limitado orçamento, escolhemos um lar para nos acolher, já mobilado ou não. Dados os tempos que correm, os Sims ainda têm a felicidade de poder escolher bucólicas moradias, claro sinal que não vivem no nosso país. Começa então o jogo, ou melhor, a vida, com o casal que criei a ter de lidar com um animado cachorrinho. Se os humanos possuem barras como a fome, diversão ou energia, os animais contam ainda com outra como a destruição para os cães e arranhar para os gatos. Como se percebe, vai haver discussão entre animais e donos. Os animais possuem também as suas próprias competências, como caçar ou escavar.
A possibilidade de controlar os animais acrescenta outra dimensão à jogabilidade, permitindo-nos explorar melhor o potencial destes nossos amigos. Apesar de tudo, eles são relativamente independentes e têm as suas ocupações, tal como os Sims humanos, podendo mesmo arranjar um emprego quando adultos (cão polícia, por exemplo). Não convém é negligenciá-los ao ponto de chegarem a uma condição miserável, pois poderão ser-nos retirados. A interação entre as espécies é incentivada, com os Sims a terem de educar os animais através de apoio ou repreensão, para além de várias ações entre pegar, brincar, pentear e assim por diante. O sistema de karma está de regresso, permitindo usar mais de duas dezenas de poderes benéficos ou maléficos.
Apesar de os animais serem o destaque desta edição, Os Sims 3 Mascotes é finalmente um jogo Sims completo, com os humanos a terem o seu habitual papel principal e muito para se fazer em torno deles. Desde as várias vocações que vão da pintura ao desporto, às suas carreiras que trazem o precioso simoleon para casa ou até os seus desejos, é importante perceber que cuidar dos animais é apenas uma pequena parte do jogo. De tal maneira que estes podem ter o seu conteúdo, mas este não é descomunal, ao contrário do que se pode dizer dos Sims humanos. Basta visitar a loja do jogo para compreender que a existência de algumas peças essenciais para animais é subjugada pelo restante mobiliário.
Os controlos começam por parecer intimidatórios, com as opções do PC reproduzidas numa interface que parece disparar botões para todos os lados, mas a ideia inicial acaba por ser algo enganadora. Com um pouco de prática chegamos rapidamente às ações desejadas, apesar de requererem sempre dois ou três cliques.
Visualmente o motor de Os Sims 3 já começa a acusar a sua idade, apesar de as animações continuarem com o charme que sempre se lhes reconheceu e o mundo de jogo manter a vida e animação caraterísticas. Não nos livramos é de algumas quedas de frame rate quando a reunião de Sims e animais é grande. Os sons dos animais são uma delícia para os ouvidos, assentando na perfeição no conceito divertido e leve da série.
Com um nível de conteúdo e desafios consequentes, Os Sims 3: Mascotes é um jogo interessante para os apreciadores e capaz de lhes trazer muitas horas de diversão descontraída. Há que constatar que os possuidores de Os Sims 3 devem refletir sobre a aquisição, visto que muito do conteúdo transita desse jogo, mas a verdade é que controlar estes pequenos e traquinas animais e fazer a vida negra aos humanos é um daqueles prazeres irrepetíveis.
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| Gráficos: 7 | Som: 7 | Jogabilidade: 7 | Pontuação Final: 7/10 |
Jornalista que foi um dos fundadores do portal PTGamers (Março de 1999) e o qual elevou ao estatuto de melhor portal nacional de videojogos. Ao longo de mais de uma década acompanhou de perto a indústria dos videojogos. Fundador do portal PlanetaJogos.pt, que pretende ser uma nova referência no seu campo.





















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