Sinopse
PixelJunk 4am: Análise
26/05/2012, em Análises , por Vitor Braz
Antes de começar, fica desde já o alerta: PixelJunk 4am não é um jogo e assim sendo não o iremos classificar como tal. Apesar de a série PixelJunk ser dada a algumas experimentações, sobretudo visuais, todos os títulos anteriores tinham elementos inconfundíveis de jogabilidade. PixelJunk 4am é bem diferente, é uma ferramenta que usa o Move para criar algumas músicas eletrónicas e as partilhar com a comunidade.
Não existe qualquer sentido de progresso ou objetivos para além da nossa capacidade de criar faixas cada vez mais interessantes, mais robustas e preenchidas com diversas camadas sonoras. É um equalizador gigante no qual podemos controlar os beats, uma experiência relaxante para uns e desprovida de conteúdo para outros. É, no fundo, um delírio da Q-Games que apenas os maiores e mais pacientes fãs de música eletrónica saberão aproveitar.
Discoteca caseira
O tutorial é ponto de passagem obrigatório para conhecer as bases de PixelJunk 4am. É aqui que os movimentos e funções do Move nos são demonstradas, mas estes são difíceis de memorizar de uma só vez e teremos de recorrer frequentemente a esta opção. Não que tenhamos uma infinidade de truques sonoros (contem com menos de uma quinzena), é mais uma questão de conhecer integralmente as posições, os cliques e duplos cliques, o afastar e aproximar para mudar o efeito e assim por diante.
É na combinação perfeita das diferentes técnicas que as músicas começam finalmente a fluir e o potencial de PixelJunk 4am se vislumbra. Desde as coisas mais simples (usar as quatro direções como bateria para diferentes sons) aos mais complicados, como rodar o Move para mudar o reverb ou “apanhar” um efeito da diagonal e arrastá-lo para o centro. Cada um dos quatro botões principais do Move corresponde a uma faixa/instrumento (baixo, bateria, sintetizador e caixa de ritmos) que podemos silenciar à vontade. Existem outros efeitos que com o tempo e regresso ao tutorial serão descobertos e acrescentados às nossas músicas.

Um dos equalizadores psicadélicos com que vamos compor.
Mas PixelJunk 4am não é uma ferramenta imediatamente intuitiva. Apesar do tutorial preciso, a partir daí somos abandonados e não temos qualquer resposta relativa às nossas ações. Não existem mais dicas sobre os movimentos, se os estamos a executar corretamente (embora o melhor juiz disso seja mesmo a audição) ou algo do género. Embora o ecrã limpo seja parte essencial de um visualizador musical como este, ter uma opção que nos trouxesse alguma orientação seria bem-vinda. Por exemplo, a possibilidade de ligar uma ajuda que indicasse os efeitos aplicados e o que ainda podemos acrescentar a dado momento. PixelJunk 4am é um instrumento que nos guia pela mão durante o tutorial mas que subitamente nos abandona numa sala vazia e escura e nos pede que soltemos o nosso génio musical. Não é tarefa simples.
Para além do modo Play, onde vários efeitos são desbloqueados consoante passamos mais tempo com PixelJunk 4am, existem dois outros modos: Visualizer e LiveViewer. O primeiro permite escolher músicas que tenhamos na consola para nos oferecer a recriação no PixelJunk 4am. O segundo baseia-se na comunidade, permitindo ver sessões em tempo real de outros jogadores, aqui já com estatísticas interessantes como a quantidade de pessoas a assistir, os Kudos (pontuação) e a possibilidade de seguir qualquer utilizador. Uma boa performance, seja nossa ou de outro músico em potência, pode ser recompensada com Kudos, bastando para isso agitar o Move.
É extremamente difícil classificar algo como PixelJunk 4am, claramente um instrumento musical e não um jogo, pelo que não lhe iremos atribuir uma nota. Apesar de ser uma experiência ocasionalmente relaxante, nem sempre é intuitiva e o resultado final depende muito da paciência de cada um para alterar os sons originais. Não esperem faixas muito diferentes umas das outras e contem com alguma persistência para encontrar as boas músicas no meio de um mar de mediocridade. PixelJunk 4am é apenas aconselhado a quem procure algo fora do comum para se distrair de vez em quando.
* Versão analisada: PS3
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| Gráficos: - | Som: - | Jogabilidade: - | Pontuação Final: -/10 |
Jornalista que foi um dos fundadores do portal PTGamers (Março de 1999) e o qual elevou ao estatuto de melhor portal nacional de videojogos. Ao longo de mais de uma década acompanhou de perto a indústria dos videojogos. Fundador do portal PlanetaJogos.pt, que pretende ser uma nova referência no seu campo.













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