Sinopse
SingStar: Back to the 80s: Análise
18/12/2011, em Análises , por Vitor Braz
Seis anos após o lançamento de SingStar 80s, a Sony leva-nos novamente até a este passado distante, um passado onde filmes como Top Gun – Ases Indomáveis, Indiana Jones e os Salteadores da Arca Perdida e Regresso ao Futuro nos mostraram toda a verdadeira magia do cinema. Mas os anos 80 perduram na memória de muitos sobretudo pela interminável lista de clássicos musicais que nos emocionaram e nos fizeram dançar com os seus estilos bem distintos.
SingStar: Back to the 80s conta com uma lista variada de artistas que ainda hoje fazem as delicias de muitos que gostam de ligar o rádio nos postos mais nostálgicos. O que SingStar não traz é novidades de relevo a uma fórmula que bem pode estar algo gasta, mas onde é difícil descobrir como evoluir, quanto mais revolucionar. No final, SingStar é SingStar e quem só jura por estes discos de karaoke tem aqui mais um para a coleção.
Don’t you want me
Como nos demais SingStar, neste disco podemos optar por cantar a solo ou com amigos, em alguns modos que nos colocam em duetos ou em aguerrida competição. Podemos ainda entrar em batalhas online com cantores de todo o mundo. Os possuidores de uma câmara PlayStation Eye contam com o extra de poder capturar imagens e vídeos dos cantores que depois partilham online, uma função que obriga a um verdadeiro look e trejeito de estrela antes de nos aventurarmos em cantorias. Sim, porque ver homens de meia-idade com peso a mais a desafinar em pijama é coisa que não nos parece particularmente apelativa…
Os três níveis de dificuldade garantem que cada cantor encontre o seu ponto de conforto em SingStar. Apesar do apurado reconhecimento de voz, este é outro campo onde não existiu a preocupação de afinar os problemas relativos a jogadores batoteiros, nomeadamente os sussurros dentro de tom. Um jogador que se preocupe em entoar as palavras corretamente pode perder para outro que sussurra o seu caminho pela música, algo que é frustrante.
Com uma lista que não vai além das 30 músicas, SingStar: Back to the 80s oferece a sua dose de hits, com artistas como os Duran Duran, Glen Medeiros, Kim Wilde, George Michael e Heart, numa agradável diversidade de estilos que cobre temas como as baladas, o rock ou o rap. Na impossibilidade de agradar a todos os gostos, existe sempre a possibilidade de visitar a SingStore e procurar mais temas da época.
O que nos leva a questionar se SingStar: Back to the ‘80s tem verdadeira razão de ser, dada a existência da SingStore e a facilidade com que compomos a nossa lista pessoal de músicas que verdadeiramente apreciamos, sem termos de passar por temas que dispensamos. Mais uma vez tudo se resume ao gosto pessoal e à vontade de ter os vários discos SingStar preparados para os animados serões com amigos, sendo que o preço deste pacote acaba por ser relativamente interessante.
A qualidade dos vídeos é naturalmente fraca, dadas as imagens da época. O resultado é algo desfocado e cru, mas esta é uma situação praticamente impossível de contornar e que é apenas referida mas não levada em conta como penalizadora para o jogo em si. O que conta no final é o sentimento nostálgico que temos a ver alguns dos nossos artistas favoritos, com as suas carradas de laca e o seu estilo que agora nos parece completamente surreal mas que na altura fazia palpitar os corações de muitas fãs.
SingStar: Back to the ‘80s é um disco que será certamente apreciado pelos fãs de karaoke que tenham os anos 80 nos seus corações. É um complemento de qualidade para as noites frias que se avizinham e para os serões entre amigos e família, mas estas últimas linhas, feitas as devidas ressalvas, poderiam assentar na perfeição a muitos outros discos da série. A Sony tem aqui o que nos parece ser um bom conjunto de músicas destinado aos jogadores/cantores com mais idade, mas que acaba por não passar precisamente disso – um disco com novas músicas e sem novidades.
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| Gráficos: - | Som: - | Jogabilidade: 7 | Pontuação Final: 6/10 |
Jornalista que foi um dos fundadores do portal PTGamers (Março de 1999) e o qual elevou ao estatuto de melhor portal nacional de videojogos. Ao longo de mais de uma década acompanhou de perto a indústria dos videojogos. Fundador do portal PlanetaJogos.pt, que pretende ser uma nova referência no seu campo.
















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