Sinopse
Tekken Hybrid: Análise
26/12/2011, em Análises , por Vitor Braz
Numa época onde alguns clássicos vestem uma roupagem nova e se apresentam a novos jogadores e velhos conhecidos, Tekken Hybrid não sabe bem o que pretende ser. Entre remakes (Halo: Combat Evolved Anniversary Edition) e remasterings (ICO & Shadow of the Colossus), Tekken Hybrid é um pacote composto por três peças que é apenas destinado aos maiores fãs da saga.
A caixa inclui uma versão HD de Tekken Tag Tournament, uma demo da sua sequela que está prevista para o final de 2012 e o filme CGI Tekken: Blood Vengeance. À partida, parece ser um conjunto relativamente rico e capaz de justificar o preço pedido (cerca de 40 euros), mas uma análise mais cuidada comprova que nem tudo o que luz é ouro.
Filme, jogo e demo
Começando pelo filme, fica-nos a ideia de boas intenções e de um resultado que, no fundo, não é muito diferente das adaptações em imagem real dos jogos de luta, entre os quais Dead or Alive, Street Fighter: The Legend of Chun-Li e, porque não, o próprio Tekken. Ou seja, uma história desinteressante e demasiado leve a suportar cenas de luta que neste caso até chegam a ser de enorme qualidade. Um verdadeiro fã ou especial curioso de Tekken não irá dar por perdida a hora e meia passada a ver o filme, nomeadamente os espetaculares combates.
Mas Tekken Hybrid deve valer acima de tudo pelos conteúdos jogáveis e o seu maior trunfo será supostamente uma nova versão de Tekken Tag Tournament, jogo lançado em 2000 para a PS2. Infelizmente, ao contrário do que vimos em alguns dos exemplos citados no começo deste texto, a Namco Bandai contentou-se em colocar texturas de alta resolução e esperar que os jogadores não peçam mais do que isso. Só que em termos gráficos, tudo parece bastante arcaico e desadaptado aos nossos tempos. As texturas são pobres e os cenários não escondem o peso de mais de uma década, as personagens possuem um incómodo efeito de boneco de cera e a conjugação das cores não é a melhor.
Apesar de tudo, continua a ser Tekken Tag Tournament, um clássico de luta com algum conteúdo e profundidade na combinação dos diferentes estilos dos lutadores, e os maiores fãs irão apreciar este regresso. Não falta sequer o Tekken Bowl, onde os guerreiros trocam os socos e pontapés por bolas de bowling, num mini-jogo onde nos vem à mente o progresso que os videojogos fizeram em termos de física, mas que não deixa de ser jogável. Lamenta-se a ausência de qualquer modo online que servisse como incentivo para os jogadores se defrontarem e assim aumentar o interesse deste Tekken Hybrid, mas a verdade é que este remastering parece ter sido o mais simples e direto possível.
Por fim temos Tekken Tag Tournament 2 Prologue, sendo o termo prólogo uma palavra algo pomposa para demo. Temos somente quatro lutadores: Alisa, a ciborgue de cabelo cor-de-rosa, Xiaoyu, a colegial, Devil Jin e Kazuya. É o mínimo sindical, ao fim de poucas partidas já os conhecemos de cor e salteado e não será o limitado visualizador de modelos que acrescenta valor ao conjunto. Sempre podemos observar melhor Alisa ou Xiaoyu nas poucas animações disponíveis, mas em termos visuais este jogo ainda tem muito trabalho pela frente para se poder bater em pé de igualdade com os promissores Soul Calibur V ou Dead or Alive 5.
A jogabilidade não difere muito do primeiro Tekken Tag Tournament, nervosa e prometedora, mas fica a sensação de ainda ser algo cedo para cativar os fãs, sobretudo com uma versão de tal forma limitada – Gran Turismo 5 Prologue, por exemplo, ainda oferecia uma dose satisfatória de conteúdo, mas aqui não é o caso.
Tekken Hybrid é um jogo… aliás, filme, quer dizer, pacote difícil de qualificar. Os fãs de Tekken poderão ter algum interesse, mas como conjunto o resultado não é o mais entusiasmante em nenhum dos três itens. Fica no ar a questão se um lançamento de Tekken Tag Tournament HD por via digital não teria sido uma opção mais benéfica para a saga e especialmente para o futuro Tekken Tag Tournament 2.
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| Gráficos: 5 | Som: 6 | Jogabilidade: 6 | Pontuação Final: 6/10 |
Jornalista que foi um dos fundadores do portal PTGamers (Março de 1999) e o qual elevou ao estatuto de melhor portal nacional de videojogos. Ao longo de mais de uma década acompanhou de perto a indústria dos videojogos. Fundador do portal PlanetaJogos.pt, que pretende ser uma nova referência no seu campo.















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