Sinopse
The Mystery Team: Clube de Detectives: Análise
28/12/2011, em Análises , por Vitor Braz
É impossível falar de The Mystery Team: Clube de Detectives sem o comparar com Scooby-Doo. Temos um grupo de aventureiros dedicados a resolver mistérios um pouco por todo o mundo, um ambiente de desenhos animados colorido e agradável e um espírito leve e que se pretende divertido. Infelizmente, não temos nem um cativante cão medroso nem um conceito muito imaginativo, apesar do inegável potencial que estes títulos têm junto dos mais novos, como Geronimo Stilton no Reino da Fantasia bem o demonstra.
Este Clube de Detectives é composto por três elementos: o veterano do exército coronel Green, a inteligente Anabel e o génio da tecnologia Sparks. Os seus distintos talentos serão, em teoria, postos à prova nos oito mistérios que o jogo nos propõe, mas na prática a jogabilidade é extremamente limitada e nunca chega a ser cativante, nem mesmo nos mini-jogos demasiado fáceis que temos de superar em certas ocasiões.
O mistério da jogabilidade desaparecida
É na construção dos casos e mais propriamente da jogabilidade que The Mystery Team falha redondamente. Em vez de se basear nas sábias lições de um Professor Layton ou no mencionado Geronimo Stilton, a Tonika Games optou por um conceito limitador e pouco apaixonante como o dos objetos escondidos. De câmara em punho, Green fotografa à vez a mão cheia de locais para descobrir pistas, disparando apenas nos locais passíveis de interação e com um radar a apontar para aqueles índices menos evidentes. Um ou outro objeto inicia um dos mini-jogos poucos entusiasmantes e em parca quantidade, muito longe dos melhores exemplos do género.
A descoberta das pistas desbloqueia personagens para outra das fases do jogo, o interrogatório. Aqui entra em cena a perspicaz Anabel, mas não pensem que estamos perante um potencial L.A. Noire infantil, muito pelo contrário. Chamar “interrogatório” a este segmento é exagerar, visto que tudo o que fazemos é mostrar os índices fotografados que, por conseguinte, fazem os inquiridos revelar novas áreas ou personagens. Assim, recomeça todo o processo para avançar no mistério, terminando na fase mais interessante de todo o jogo – apontar o culpado e os seus motivos.
Se esta trindade (fotos, mini-jogo, interrogatório) já não é particularmente cativante ou estimulante, todo o conceito vai por água abaixo por culpa de uns tempos de carregamento atrozes. Explorar um novo local ou interrogar um único suspeito dá azo a um loading muito longo e desmotivador, algo completamente incompreensível ainda para mais dada a sobriedade da apresentação do jogo, sobretudo à base de imagens fixas.
Visualmente tudo é muito simples e direto, com os locais e os retratos das personagens em jeito de caricatura, mas nota-se um esforço em termos de som, com vozes portuguesas que assentam muito bem no tom do jogo. A duração de vida pode parecer inicialmente simpática, mas se considerarmos que metade do tempo é passado a olhar para um ecrã preto à espera que o loading termine, esta ideia é facilmente esbatida.
Apesar de a PSP não desfrutar de muitos jogos de reflexão, The Mystery Team está longe de ser um dos melhores exemplos do género. O conceito é limitado por uma jogabilidade extremamente redutora e amputado por enormes e frequentes tempos de carregamento que são, provavelmente, o maior mistério de The Mystery Team e o único que esta equipa de detetives nunca irá ser capaz de desvendar.
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| Gráficos: 5 | Som: 7 | Jogabilidade: 4 | Pontuação Final: 4/10 |
Jornalista que foi um dos fundadores do portal PTGamers (Março de 1999) e o qual elevou ao estatuto de melhor portal nacional de videojogos. Ao longo de mais de uma década acompanhou de perto a indústria dos videojogos. Fundador do portal PlanetaJogos.pt, que pretende ser uma nova referência no seu campo.
















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