Sinopse
The Ratchet and Clank Trilogy: Análise
20/07/2012, em Análises , por Vitor Braz
Ratchet & Clank é a mais recente dupla de icónicas personagens a merecer o tratamento HD, eles que andaram regularmente lado a lado com outro famoso par, no caso Jak & Daxter. A série da Insomniac Games regressa à PS3 não muito tempo após um simpático Ratchet & Clank: Todos Por Um e a poucos meses de Ratchet & Clank: QForce.
Este regresso bem particular do duo não é mais do que uma maneira de os maiores fãs voltarem a pegar nos primeiros capítulos da saga ou de os curiosos saberem como foram as primeiras aventuras destes heróis, mas para os restantes o interesse global é relativo, ainda para mais sabendo-se que a sua presença continua bem atual.
As plataformas da nostalgia
The Ratchet & Clank Trilogy conta com os três primeiros títulos da série a aparecer na PS2, sendo certamente os que mais marcaram os jogadores, trazendo uma elevada qualidade a um género que conquistava cada vez mais adeptos. O timing não podia ser melhor, já que este ano se celebra o 10º aniversário da série. No entanto, costuma-se dizer que as memórias devem permanecer no passado e em certos casos isso deve ser levado à letra. Não só pela vertente técnica desta trilogia, que não consegue ser comparável às produções atuais, com os seus polígonos exagerados (a inclusão de 3D não compensa tudo), mas igualmente pelas mecânicas de jogo algo ultrapassadas. Não é que os fãs deixem de encontrar diversão nos jogos presentes, mas é o mesmo que ver um remake de uma série antiga e constatar que o efeito está longe de ser o mesmo.
O primeiro Ratchet & Clank desta trilogia é aquele que mais revela o peso da idade. Não apresenta uma variedade suficiente para os dias que correm, embora seja capaz de nos roubar umas boas horas de jogo. Se entrarem no jogo com a mente no lugar correto – ligada no modo nostalgia – irão perceber o quão grande este jogo foi; caso contrário, poderão sair algo desiludidos.
Por seu lado, o segundo jogo é o perfeito exemplo do que deve ser uma verdadeira sequela – maior, melhor, mais variada. Para além das clássicas plataformas, o jogo ganha com fases de tiros em arenas e com secções de shoot’em up e de corridas. Mais uma vez, não conseguimos deixar de comparar esta série ao que vimos em The Jak & Daxter Trilogy. Por fim, o terceiro jogo é o consolidar de uma elevada qualidade, com a inclusão de um arsenal delirante e de um modo multijogador que felizmente regressa nesta trilogia, permitindo até quatro jogadores em ecrã dividido e oito online. Embora não seja propriamente o ponto forte da série, o multijogador é sempre um extra bem-vindo para uns combates entre amigos.
Após várias trilogias e remakes, continuamos a lamentar dois aspetos que possivelmente não seriam tão difíceis de contornar quanto isso. Para começar, a impossibilidade de alternar entre jogos sem ter de passar pelo dashboard da consola é algo que persiste e incomoda. Por fim, continuar a recorrer ao triângulo para fazer back como nos tempos da PS2 é sinal de que alguma otimização adicional poderia ser feita. Nada de preocupante, mas são lacunas que não deixam de se notar.
The Ratchet & Clank Trilogy é mais uma simpática compilação indicada para quem se pretenda iniciar nesta popular série, aproveitando o baixo preço e as três dezenas de horas que estas aventuras lhes irão proporcionar. Os fãs mais acérrimos também verão aqui uma valiosa peça de coleção, mas os simples apreciadores de jogos de plataformas de qualidade deverão ponderar entre esta compilação e o futuro Ratchet & Clank: QForce.
* Versão analisada: PS3
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| Gráficos: 6 | Som: 6 | Jogabilidade: 7 | Pontuação Final: 7/10 |
Jornalista que foi um dos fundadores do portal PTGamers (Março de 1999) e o qual elevou ao estatuto de melhor portal nacional de videojogos. Ao longo de mais de uma década acompanhou de perto a indústria dos videojogos. Fundador do portal PlanetaJogos.pt, que pretende ser uma nova referência no seu campo.
















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